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riscos_e_rabiscos

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* Nada escapa aos olhos das crianças...*

De manhã fiz a higiene habitual tomando uma banhoca e como hoje o dia nos brindou com um lindo céu azul e um sol de inverno quentinho e aconchegante, esmerei-me na secagem do cabelo. 

 

Chego à minha primeira turma e tenho um menino e uma menina a perguntarem-me:

 

- Ó teacher, esticaste o cabelo?

 

Surpreendida pela pergunta, respondi:

 

- Sim e não... sequei normalmente e como hoje está sol e não há humidade no ar, não tenho os poltergeists todos levantados na cabeça...

 

Risota geral. Pergunta o menino:

 

- Polter quê? 

 

Eu explico:

 

- Poltergeists... são assim uma espécie de fantasmas que, neste caso, são os cabelos pequeninos que estão a nascer e que ficam no ar parecendo fantasminhas a dançar...

 

Risota geral de novo. É tão bom poder brincar e rir com os meus meninos. Há turmas que sabem estar e que sabem quando é hora de brincar e de trabalhar.  

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Uma Questão De Perspectivas

Parece que a blogosfera está a atravessar, novamente, uma daquelas fases de desinspiração, de marasmo, de não-sei-que-hei-de escrever. Há alturas em que somos apanhados desprevenidos e entramos numa espécie de limbo "escritural", pairamos sobre um tema mas depois não arranjamos as palavras ideiais para transpor a ideia para um post. E depois ainda há os afazeres profissionais em excesso, a astenia traziada pela primavera (qual primavera?!) e os problemas pessoais que nos fritam a mioleira.

 

Eu estou numa fase de semi-desinspiração. Eu traduzo: escrever até escrevo, mas não sai nada de jeito. E só me apetece é escrever parvoíces que não interessam a ninguém e cenas ridículas para me rir que nem uma estróina.

 

Quando estou numa fase hiper-trabalhosa, a mim dá-me para rir. Daqueles risos que ficam todos a olhar para nós a pensar "aquela pirou da batatinha!". E é isso que me apetece fazer mesmoa agora. Só um momento... (risota). Pronto, já voltei ao normal (?!).

 

 

Andei a vasculhar as minhas imagens para ver se encontrava alguma coisa engraçada, que nos fizesse rir e descomprimir um pouco do stress. Quando os meus olhos se depararam com esta, caí numa gargalhada maluca. Todos pensaram que me tinha dado alguma coisinha má.

 

Aqui está ela. Riam-se um bocadinho, vá.

 

Só podia mesmo sair disto, não?{#emotions_dlg.clown}

1, 2, 3 Diga Lá Outra Vez!

 

 

 

ardi umtá

 

Vá, agora adivinhem! Agucem a vossa curiosidade e tentem descobrir o que é isto.

Proponho aos “ases” do decifranço de quebra-cabeças a arriscar-se a desvendar o que escrevi aqui.

Convido-vos a irem buscar qualquer coisa quentinha para beber, sentarem-se confortavelmente no sofá e porem os neurónios a funcionar…

 

“ardi” o que vos lembra? Não vale ir buscar as hipóteses mais óbvias! Pensem em todas as alternativas…

“umtá”… pois é, não está fácil. Principalmente porque não tem nada a ver com as opções mais óbvias.

 

Querem uma ajudinha, querem? Hã? Não estou a ouvir nada… Digam lá mais alto. Ah, agora já deu para ouvir qualquer coisinha!

Mas digam lá, querem mesmo uma ajudinha? Então está bem, vou… colocar alguma pontuação.

 

ardi…! umtá?!

E agora, melhorou? Ajudou? A mim parece-me que também não ajudou.

E se eu vos disser que isto é culpa daquela personagem de que já vos falei e que se senta sempre atrás de mim, conhecida como velha-da-camioneta?

 

***

 

Estava eu sentadinha no meu lugar, qual lagarto ao sol, quando passa uma moça que se dirige à velha-da-camioneta. De trás de mim, oiço uma voz babosa e preguiçosa que profere o seguinte: ”ardi…! umtá?!”

 

Nem queria acreditar no que tinha ouvido. Mas que raio de coisa é esta?! Ardi? unta? Pois… se “ardi”, “unta”-se com algo que alivie o ardor. Mas certamente não seria isto. Ora vamos lá recapitular. A velha-da-camioneta é alentejana mas aquilo não era nenhum tipo de regionalismo e muito menos o jus à fama – e não o proveito – de que os alentejanos são lentos. Ná! Hei! Escusam de estar com esses risinhos porque eu tenho uma costela alentejana!

 

Continuei a matutar naquilo mais um pouco. “ardi”… acrescentei uma série de vogais antes deste conjunto de sons e aquela que me pareceu mais plausível foi o “t”. Assim ficaria “tardi”. E o “umtá”? esta é que me estava a tramar. Pensei, repensei e “tripensei” a caminho do colégio e antes de chegar ao fim do meu trajecto tinha decifrado o enigma!

 

Então vamos lá por partes: “ardi” já sabemos que era de tardi e o “unta” era de … tcharaaaaaammmm… como tá.

Resumindo, a velha deve ser adepta da economia da linguagem e em vez de dizer “Boa tarde! Como tá?!” limita-se a dizer “ardi!umtá?!”. Mas agora pergunto eu, e se alguém vos presenteasse com tal cumprimento, conseguiam entender o que vos era dito?! Pois… Os outros também não!